sexta-feira, 23 de novembro de 2007
O ARTISTA MARCIAL
O homem superior... pelas suas aspirações
O artista marcial...pelo vacio!
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
O DISCIPULO BEBÚM
O mestre foi envelhecendo. Alguns dos alunos mais virtuosos começaram a discutir quem seria o novo líder do grupo, aquele que receberia os importantes segredos da tradição.
Na véspera de sua morte, porém, o mestre chsmou o discípulo bébado e lhe transmitiu os segredos ocultos. Uma verdadeira revolta tomou conta dos outros.
"Que vergonha", gritavam pelas ruas. "Sacrificamo-nos por um mestre errado, que não sabe ver nossa qualidades."
Escutando a confusão do lado de fora, o mestre agonizante comentou:
"Eu precisava passar estes segredos para um homem que eu conhecesse bem. Todos os meus alunos eram muito virtuosos e mostravem apenas suas qualidades. Isso é perigoso. A virtude muitas vezes serve para esconder a vaidade, o orgulho e a intolerância. Por isso escolhi o único discípulo que eu conhecia realmente bem, já que podia ver seu defeito: a Bebida.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
ENTREVISTA IMAGINÁRIA A GICHIN FUNAKOSHI
ENTREVISTADOR (E):Olá Sensei! Posso fazer algumas perguntas?
FUNAKOSHI GICHIN (FG): Pode sim
E: Depois de quase 50 anos após a sua morte, qual é a sua opinião do desenvolvimento do Karatê Shotokan?
FG: Na verdade , eu não reconheço o Karatê com sobrenome, para mi só é Karatê Japonês.
E: Peço as minhas disculpas, então, de outro modo, cómo o senhor vé a evolução do Karatê?
GF: Vejo com profunda dor que o espiritu mercantilista está dominando o Universo do Karatê atual.
E: Como assim?
GF: Desde que eu faleci, tudo o mundo está querendo capitalizar o Karatê, como um produto de mercado, grupos transnacionais, pequenos grupos etc.
E: Pode ampliar a sua resposta?
GF: Evidentemente. Tudo começou com a ruptura no dia de meu funeral, Takushoku quiz levar todos os méritos, em consequência que meus alunos mais chegados não eram de Takushoku e sim de Waseda, Chuo, Keio e Tokyo.
Meus alunos mais destacados eram na época Yoshitaka, que não por ser o meu filho, possuia um elevado nível técnico, Egami Shigeru, Hironishi Motonobu, Ohshima Tsutomu, Harada Mitsusuke, e alguns outros que agora não lembro.
E: E Nakayama Masatoshi, qual é a importancia dele no conjunto?
GF: A verdade que Nakayama Masatoshi, éle esteve ausente quase 10 anos do Japão,(se re-integrou ao grupo ao fim da Segunda Grande Guerra, recuperando seu status de sempai, mesmo tendo ficado alheio as modificaçòes feitas por Yoshitaka, aliás, Nakayama recebeu grandes influênças do Kung Fu Chinês, que misturadas as técnicas do Kendô que ele praticaba, alterou em grande medida os ensinamentos desenvolvidos pelo grupo ”Shotokai”
E: O senhor orientou a Egami Shigeru a modificar o karatê ensinado por o senhor?
GF: Isso sería como dar um tiro no pé, seria renegar tudo aquilo que eu aprendi de meus mestres, e desenvolvi em forma particular, visando o desenvolvimento interno do praticante, e não o desenvolvimento puramente técnico.
Acredito que o senhor Nakayama é que veio com essas ideias, Yoshitaka não gostava do aspecto competitivo e sim do aspecto Budô, que era o resgate da filosofia dos Samurai, e coluna vertebral do “modus vivendi” do japonês.
E: Mais por qué o Karatê NKK denvolveu mais rápido e ganhou mais adeptos do que o Karatê praticado pelo Shotokai?
GF: Têm que considerar que o homem, está mais ligado as coisas externas , do que as internas. Mais fácil é derrotar um enimigo do que superar e dominar as suas própias fraquezas. Então foi mais por uma questão prática.
Ninguém quer encarar as suas própias limitações, competir e muito mais fácil e não requere grandes esforços, é só se especializar numa técnica que você gosta.
E: E os katas?
GF: Eu treinei, e pratiquei inúmeros katas, recomendados pelos meus mestres (Itosu,Asato), porêm o objetivo da prática dos katas não era uma questão estética nem plástica, senão era mas bem uma meditação em movimento, Zen em movimento, não tinha nehuma espectativa ao realiza-los, somente executá-los sem pensar nisso. Era uma pratica superior. Era você e o universo em harmonia. Só isso. Hoje veio com tristeza que quem faz mais barulho com o karate-gi ou com a respiração têm vantagem. Hoje a prática de katas é mais coreográfica, e sem valor espiritual. É lamentável.
E: Mais quantos katas deveriam ser praticados por um karateka que quiera evoluir em forma global?
GF: Pode ser vários, poucos ou somente um kata. Posso dizer que basta o dominio de uma kata para se iluminar espiritualmente, que é o objetivo da nossa prática.
E: Mais e donde fica o Shiai kumitê?
GF: Shiai é uma palavra que significa disputa, mais, no karatê verdadeiro, não têm disputa, kumitê , significa jogo, onde há um ganhador, no karatê não há disputa, há cooperação, kumiai, união. Shiai é um termo importado do Kendô.
E: Então karatê não é para competir no kata, e não é para competir no shiai. Então para qué é o karatê?
GF: A prática do karatê serve para treinar tanto o seu corpo , sua mente e seu emocional, para lograr um autodominio nesses três campos, somente uma vez que o praticante domine o seu emocional, seu fisico e sua mente é que poderá atingir outros niveis de consciência que o levarão á outros níveis de comprensão que o transformarão num ser humano , mais consciênte , mais socializado, mais amoroso e mais comprensivo. Esta equação é que fará gerar um ser humano superior, cooperativo e solidário, que é necessário para criar um mundo melhor.
E: E que pode dizer do karate do Sr. Egami?
GF: Éle teve tudo o direito praticar um sistema codificado por éle, com ajuda de Aoki Hiroyuki, misturando Shinwa Taido ou Shin'en Taido com influênças de Inoue e Uyeshiba, porêm não pode ser considerado Shotokan. Lamentávelmente , éle influiu demais o Shotokai do Japão, transformando-o em algo completamente alheio ao que eu ensinei. Ao ponto que se transformou em Shintaido, teve outros professores que forom além, criaron o EgamiRyu. Posso afirmar, que isso já ultrapassou os limites. Acredito que hoje só Harada Mitsusuke e Ohshima Tsutomu, praticam um Karatê similar ao que eu ensinei e que desejo que perdure.
E. Muito obrigado
GF: Eu que agradeço.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
O toque de Midas
Era uma vez um rei muito rico chamado Midas. Ele possuía mais ouro do que qualquer outro no mundo inteiro, mas ainda assim não estava satisfeito. Nada o deixava mais feliz do que conseguir acrescentar um pouco mais à sua riqueza. Mantinha-o todo guardado em enormes cofres nos subterrâneos do palácio, e passava muitas horas por dia contanto e recontando seu tesouro. O Rei Midas tinha uma filhinha chamada Áurea. Amava-a com verdadeira devoção, e dizia: "Ela será a princesa mais rica do mundo!" Mas a pequena Áurea nem se importava com isso. Adorava seu jardim, as flores e o sol, mais do que a riqueza do pai. Ficava sozinha a maior parte do tempo, pois o pai estava sempre ocupado, buscando novas formas de conseguir mais ouro, e contando o que já possuía, de tal sorte que quase nunca tinha tempo para contar-lhe histórias ou passear, conforme deveriam fazer todos os pais. Um dia, o Rei Midas estava na sala do tesouro nos subterrâneos do castelo. Havia trancado as pesadas portas do aposento e aberto os enormes baús. Despejou todo o conteúdo sobre a mesa e pôs-se a brincar com o ouro como se o simples toque o deixasse satisfeito. Fazia-o escorrer entre os dedos e sorria ao ouvir o tilintar das peças, qual doce melodia. De repente, uma sombra se projetou sobre a pilha de objetos. Ao levantar os olhos, deu com um estranho trajando roupas brancas brilhantes e sorrindo para ele. Soergueu-se, surpreso. Não se esquecera de trancar as portas! O tesouro, então, não estava seguro! Entretanto, o estranho continuou sorrindo. - Vossa Excelência tem muito ouro - disse ele. - Tenho, sim - disse o rei -, mas é pouco comparado a todo o ouro que existe no mundo! - Ora! Esse ouro todo não satisfaz a Vossa Excelência? - perguntou o estranho. - Ora, essa! - respondeu o rei - Mas é claro que não estou satisfeito. Passo longas noites acordado planejando novas formas de conseguir mais. Gostaria de poder transformar em ouro tudo que toco. - É isso que Vossa Excelência realmente deseja? - Claro que sim! Nada haveria de deixar-me mais satisfeito. - Pois o desejo de Vossa Excelência será atendido. Amanhã de manhã, quando os primeiro raios de sol adentrarem os aposentos, Vossa Excelência terá o toque de ouro. Ao terminar de falar, o estranho desapareceu. O Rei Midas esfregou os olhos. - Devo ter sonhado - disse ele -, mas como eu ficaria feliz se isso fosse verdade! No dia seguinte, o Rei Midas acordou quando a primeira luz do dia se fez presente em seus aposentos. Esticou a mão e tocou as cobertas da cama. Nada aconteceu. - Eu sabia que não poderia ser verdade - exclamou, desapontado. Naquele exato momento, entraram pelas janelas os primeiros raios de sol. As cobertas onde estava encostada a mão do rei transformaram-se em ouro puro. - É verdade! É verdade! - gritou ele, muito contente. Saltou da cama e correu pelo aposento tocando em tudo que havia. O manto real, os chinelos, os móveis, tudo virou ouro. Foi até a janela e olhou para o jardim de Áurea. - Vou fazer-lhe uma boa surpresa - disse ele. Desceu ao jardim e tocou todas as flores da filha, transformando-as em ouro. - Ela ficará muito satisfeita - pensou. Voltou aos seus aposentos para aguardar a chegada do café da manhã; e dispô-se a retomar a leitura da noite anterior, mas assim que suas mãos tocaram o livro, o objeto se transformou em ouro maciço. - Não posso ler, assim - disse o rei -, mas, ora, é bem melhor ter um livro de ouro. Naquele exato momento, um criado entrou nos aposentos, trazendo-lhe o café da manã. - Que beleza! Vou começar pelo pêssego, que está vermelhinho de tão maduro. Pegou-o então, mas, antes de conseguir comê-lo, já se havia transformado num pedaço de ouro. O Rei Midas o colocou de volta no prato. - É muito bonito, mas não posso comê-lo! - disse ele. Pegou uma broa de pão, mas também ela se transformou em ouro. Colocou a mão no copo d'água, mas tudo virava ouro. - O que vou fazer? Tenho fome e sede. Não posso comer nem beber ouro! E logo a pequena Áurea entrou em seus aposentos. Ela estava chorando, muito sentida, e trazia nas mãos uma das rosas. - O que houve, filhinha? - Ah, papai! Veja o que aconteceu com minhas rosas! Estão todas duras e feias! - Ora, são rosas de ouro, filha. Você não acha que estão mais bonitas agora? - Não - disse ela, soluçando. - Não têm mais o agradável perfume que tinham. Não crescerão mais. Gosto de rosas vivas. - Não se preocupe - disse o rei -, venha tomar seu café. Entretanto, Áurea percebeu que o pai não comia, e que estava triste. - O que houve, meu querido pai? - perguntou ela, aproximando-se. Deu-lhe um abraço, e ele a beijou. Mas, de repente, o rei soltou um grito de pavor. Ao tocá-la, o lindo rostinho transformou-se em ouro brilhante, os olhos não viam mais, os lábios não conseguiram beijá-lo também, os bracinhos não o estreitaram. Deixou de ser uma adorável e carinhosa menina; transformara-se numa estatueta de ouro. O Rei Midas baixou a cabeça e os soluços o sobrepujaram. - Vossa Excelência está feliz? - alguém perguntou. O rei levantou a cabeça e viu o estranho de pé a seu lado. - Feliz! Como te atreves a perguntar uma coisa dessas? Sou o homem mais triste na face da terra! - disse o rei. - Vossa Excelência tem o toque de ouro. E isso não basta? O Rei Midas não tornou a olhar para o estranho, nem respondeu. - O que Vossa Excelência prefere: comida e um copo d'água fresca ou essas pedras de ouro? - disse o estranho. O Rei Midas não conseguiu responder. - O que prefere ter, ó Majestade? Aquela estatueta de ouro ou uma menina que pode correr, rir e amá-lo? - Ah, devolva-me minha filhinha Áurea e eu abdicarei de todo o ouro que tenho! - disse o rei. - Perdi a única coisa que realmente me valia ter. - Vossa Excelência demonstra agora mais sabedoria do que antes - disse o estranho. - Vá mergulhar no rio que passa nos fundos do jardim, e depois leve um pouco da água para jogar sobre tudo aquilo que deseja ter de volta ao normal. O estranho, então, desapareceu. O Rei Midas levantou-se rapidamente e foi correndo até o rio. Mergulhou, pegou um bocado de água e retornou ao palácio. Jogou-a sobre Áurea e as cores voltaram a iluminar seu rosto. Ela tornou a abrir os olhinhos azuis. - Ora, papai! - disse ela - O que aconteceu? Chorando de alegria, ela a pegou no colo. Depois disso, o Rei Midas nunca mais se preocupou com ouro algum, a não ser o ouro que existe no brilho do sol e nos cabelos da pequena Áurea. | |
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
*ALGUMAS DICAS PARA SER FELIZ*
2.- Diga sempre a Verdade
3.- Aja sempre corretamente
4.- Respeite as outras pessoas
5.- Reconheca no Mundo Material o Espíritu Divino
6.- Intente evoluir Interiormente
7.- Observe a sua Natureza e desenvolva a sua Divinidade
8.- Reconheça que na vida sem Conciência não há Sentido
9.- A sua mente pode ser melhorada
10.- O seu corpo é suceptível de ser desenvolvido
11.- O corpo é um instrumento de expresão da Mente e do Espíritu
12.- Alimente seu Corpo e sua Mente com alimentos de qualidade
13.- Seu corpo se alimenta de sólidos, liquidos e gaseosos,
porém a sua mente se alimenta de impresões
14.- Alimentos de má qualidade provocam doenças físicas
15.- Impresões e dados contaminados, provocam desequilibrios mentais
16.- Desenvolva um espíritu auto-observador
17.- Desenvolva uma visão externa objetiva
18.- Não faça coisas contraditórias que causen desequilibrio interno
19.- Existe um ponto de equilibrio em nos em donde acha-se a Harmonia
20.- Entenda que a Harmonia Interna é nosso maior tesoro
21.- A Perfeita Harmonia traz em si a Paz Perfeita
22.- Entenda que a Verdadeira Paz é a Verdadeira Força
23.- Mantenha-la sempre em si
24.- Pois é essa Força que nos levará a Liberdade Interior
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Shissai Shozan escreveu no Tengu-geijutsu-ron
1.- A perfeiçào na arte das espadas consiste em dois componentes: a segurança técnica e o entendimento espiritual. Ambos devem formar uma unidade,
e são inalienavelmente independentes.
2.- A compreensào espiritual se manifesta na “naturalidade do coração”. Quem pratica a arte das espadas deve corresponder, espontaneamente, à eventual situação, sem se irritar de modo algum por qualquer sentimento ou intenção. A reação deve seguir-se de imediato, como o espelho reflete uma imagem. E não deve apegar-se à situação.
3.- Essa absoluta franqueza diante a situaçào só é alcançável quando os componentes individuais da constituçào psicofísica (Princípio, fluido e coração) têm condições de se desenvolverem sem restrições. Pode-se exercer influência sobre esse processo por intermédio da prática.
4.- Contudo, a perfeita arte das espadas, alcançada através da segurança téctica e da plenitude espiritual no sentido mencionado, não é um valor em si. É preciso que seja praticada em uníssono com as principais éticas básicas da humanidade, da moral e da lealdade. Só tem valor na medida em que é proveitosa para a sociedade e para o Estado. Por negar esses valores, o budista não pode ser um verdadeiro mestre da arte da espada.* O domínio dessa arte está restrito a quem segue a trilha de Confúcio e, portanto, o caminho do Universo.
* comentário preconceituoso, na época a escola confucionista nutria grande rivalidade em relaçào aos budistas na época em que o texto foi redigido.(século XVII)